terça-feira, 30 de junho de 2009

Condomínio bilingue

Escolha

Smart vintage

Escolhas III

Diane

Escolhas II

Skoda

Escolhas I

Lada

Partilhas



O Homem da Câmara de Filmar Dziga Vertov

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Nunca baixamos os braços

Centro de sestas


A concorrência aguça a engenho. Após a abertura do Dolce Vita, nos arrabaldes da periferia, o grupo Sonae pôs as mãos à obra e criou um novo serviço no Centro Comercial Colombo. A nova grande superfície "alfacinha" (dizem que é a maior da Europa) optou por apostar num valor menor. A crise é madrasta para a natalidade. Os livros estão caros, a Xbox 360 é propriedade paterna intransmissível e o milagre o leite em pó chinês acaba por dar razão ao provérbio popular: Tudo o que é barato... Belmiro Azevedo é o exemplo de um homem pragmático. Depois de uma suecada e de um torneio de dominó logo pela manhã o que apetece fazer? Ora aí está, vem o momento de meditação que o torneio matinal do vespertino. E dorme-se embalado pelo instrumento do Kenny G.

sábado, 27 de junho de 2009

Memória

Resolvi o incómodo problema. Comprei um Timex digital. O modelo que uso está para os relógios como as pantufas para os sapatos. Se por um lado é confortável não ouvir a respiração que dá vida ao gigante e ao anão, por outro lado embaraça-me sempre que preciso entregar umas moedas em troca de uma chávena preenchida pela essência de um grão torrado e moído encaixado numa vaporosa máquina que, como uma baleia, lança jactos para os pequenos bebedouros das senhoras mais idosas. "Sai uma escaldada!!". Sai. Bate no passivo pires, enquanto o balcão exibe uma gotícula salva pela pressa alheia. A pressa da hora, a mesma dos outros dias. Todos. "Ai! Queimei a língua". Língua escaldada, copo de água deseja.

O murmurinho do tempo é um tambor. É o batuque que transforma violino, flauta e piano em Orquestra. O timex é como uma máquina de café... um jacto de tiques e de tliques luminosos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Castigo


Não tem assinaturazinha, não lê Vitalinho.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

vá lá

Manuela não pede a maioria absoluta. Em democracia, o acto não é lisonjeiro. Pedir o triunfo não é bonito. Imaginem o Luís Felipe Vieira a pedinchar a conquista do campeonato ou o Obikwelo a pedir a vitória na prova dos 100 metros, por ser o único atleta europeu em competição.

Pedir não é bonito. Passa a sensação de esmola, de decadência. E Sócrates pede. Ferreira Leite, não. Mérito e legitimidade conquistam-se. O trabalho faz nascer a obra, mas nem tudo é fruto da jorna. O homem pode lutar pela atenção da mulher, mas o triunfo não está nas horas de dedicação, mas na força das imagens que vão persistirão nos pensamentos da pretendida.

Manuela Ferreira Leite poderia ter feito um brilharete eleitoral, não fosse essa variável incómoda - e pouco distante - chamada memória. Em Novembro do ano passado, a líder do PSD questionou "se não seria bom haver seis meses sem democracia", ao falar sobre a reforma do sistema judicial. Prosseguiu no devaneio. "Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia».

Hoje, após a derrocada do PS nas Europeias e o pedido manso de Sócrates numa maioria absoluta, Ferreira Leite dá uma lição de comportamento democrático perante as câmaras das quatro estações de TV. Não pede a maioria absoluta, mas uns seis meses sem democracia até podem vira a calhar... No futuro

Terapia de Grupo

Nada como um bom deBATE de ideias

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Bruno

Mais um filme do Sacha Baron Cohen. A história do novo personagem, Bruno, estreia a 10 de Julho nos cinemas, em todo o Mundo. O repórter faz a cobertura de eventos socias, não perde cada desfile de moda e provoca a normalidade Quase consigo adivinhar o apelido. Enfim. É uma aventura.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

O melhor das Europeias, em Leiria

A CNE não tem conhecimento oficial do caso do cidadão de Leiria que votou duas vezes com o cartão do cidadão e outro com o bilhete de identidade e o cartão de eleitor

E se Sócrates enfrentasse Jesus






















As férias em Junho são incompatíveis com os anos ímpares. Em 2008, mesmo durante o devaneio que me fez passear em Frankfurt, havia um pretexto para ser regionalista, português enfim. Em 2009, mesmo em Portugal, houve um pretexto para ser Europeu, Bruxelista. Terminada a ronda dos grandes eventos, resta pré temporada: O dia D de José Sócrates(entrevista na SIC às 21.00).

As jornadas futeboleiras têm um encanto distinto dos eventos que pautam o calendário da classe política. Se a TVI marcasse uma entrevista com Jorge Jesus para falar sobre o processo de transferência para o SLB, as futuras contratações e os objectivos da temporada para a equipa do milhafre, a jornada de Sócrates conquistaria a relevância de um Vitória de Setúbal x Estrela da Amadora a contar para o torneio "Heróis do Fofo". Para Jesus todos os adversários são bons. Manuela Moura Guedes advertiria o messias para o caminho da cruz. A crucificação entraria numa encruzilha. A redenção materializar-se-ia noYoutube e na blogosfera. A ópera protagonizada pelos dois interpreteis garantiria duas aberturas de telejornal, a liderança nas audiências da estação de Queluz e, claro está, mais duas dúzias de pérolas no anedotário nacional.
Nem sempre a arte consegue imitar a realidade.

Este ano, a falta de liquidez permitem-me passear entre as assoalhadas da estufa do lar. Sem os cânticos populares e as entrevistas aos amigos dos jogadores, o evento do dia é uma entrevista com o chefe do executivo. Parece-me relevante, mas faltam os cachecóis verdes e vermelhos em punho com as garrafais letras cor de canário a gritar Portugal, durante toda a emissão do Praça da Alegria.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Twitter estagna

Repórter Lynch























David Lynch iniciou, na primeira semana de Junho, um novo projecto. Desta feita, o cineasta optou por mistura jornalismo com cinema. Entre os planos e a montagem, Interview Project conta histórias improváveis de pessoas comuns, perdidas nos confins do Mundo. Num dos vídeos, o realizador dá a conhecer a experiência de um homossexual índio que continua a viver na reserva. A não perder



http://interviewproject.davidlynch.com

À coelho


O Twitter é revelador de algumas condutas inusitadas. Depois da promoção de Bruno, o repóter austriaco gay, é a vez de Paulo Coelho convidar os seus amigos tuíteiros para uma fotografia na montanha.

Passo a citar o tuíte: "Subindo a montanha Saleve (hoje). Quem quiser me ver semi-desnudo..pode clicar aqui"

Excentricidades


É público: Cristiano Ronaldo pode comprar, por dia, dois apartamentos no Bairro da Bela Vista.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

“Os brócolos são para comer”

Os grandes marcos da vida de um indivíduo comum são sempre fúteis. São formas para conquistar uma e outro objectivo ainda mais leviano e desprovido de senso. Durante os primeiros anos de vida, apurei uma habilidade especial que consistia em imitar as sirenes dos carros da Balada de Hill Streat para garantir que não iria para a cama sem a respectiva dose de biberão.

A infância mudou o efeito gerado pelo meu desempenho Maria Calasco. Em vez de comida, ou de uma qualquer outra vontade concretizada, a espécie “mais grande”sentia um certo azedume sempre que preparava uma nova perseguição. A melodia deixou de agradar aos tímpanos alheios. Tinha caído em desgraça: Os dotes vocais deixavam de gerar um influência positiva. Os bandidos dos brócolos eram imunes à voz da autoridade.

Árdua tarefa. Outra vez. Árdua tarefa. O raio da leguminosa, quase aos 30 anos, tinha de ser substituída por um inútil cartão de plástico. Para poder acelerar pela IC19 já não me basta um Fagulha – o coelho de estimação da época- que aproveitava o reforço alimentar, generosamente por mim disponibilizado. Pouco depois do roedor começar a devastar o verde talo amolecido pela panela de pressão, a minha colher escavava lentamente a merecida sobremesa. Os grande marcos da vida de um indivíduo são sempre fúteis. O falecido dom Fagulha não me pode salvar. Enquanto não decoro a sinalética, contemplo o novo motivo para os engarrafamentos na IC19.



terça-feira, 9 de junho de 2009

Leitura de comboio

O comboio da linha de Sintra é um templo. Entre a beleza característica da paisagem composta por prédios empilhados ao longo das linhas paralelas, há um assento verde que permite viajar para fora do murais cultivados pelo pato bravo lusitano. A janela é tapada por um pedaço de paplel. É um erro. É certo que nem sempre opto pela religião mais adequada. Em vez de andar perdido pelo pretensioso papel com aspiração à actualidade, poderia ter optado pela grande cultura suburbana. Cada área do saber tem as suas bíblias. A classe política conta com Maquiavel, a economia venera Samuelson, na linha de Sintra vingam outras leituras. Tenho de optar por ler, durante as viagens, o GTA Liberty City na PSP.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Esquerda e Direita


Afinal a cantora de música popular portuguesa Ana Malhoa tem um ângulo de visão muito suigeneris. A fotografia da edição de Junho da Playboy não engana.

Laranja esgotada


Afinal o navegador português electrónico também pode ter cor clubística. O JN oferece, por quase 12 euros, umas capas para proteger o pico da tecnologia lusitana e, ao mesmo tempo, tornar os catraios ainda mais estilosos. Fontes próximas do marketing do JN asseguram ao Fútil que “só no Domingo a versão laranja do computador” de José Sócrates esgotou.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Come to Papa



O papi diz que as fotografias são inocentes, tão imaculadas como a conduta democrática de Il Cavaliere. Políticas à parte, até pode não haver pecado no jardim, mas que há maçãs... há,

que se passeia num jardim do Eden sem pecado, mas com muitas maçãs.

Best of politcs

A Europa é de todos. O Fútil revela três candidaturas que nos iriam divertir muito se fossem eleitos.


PPM


POUS de engate



PNR(zinho) Feio

Metaleiros Europeus, uni-vos

Em Portugal,o Menino Guerreiro (morto na incubadora) foi considerado um hit kitsch durante a campanha para as legislativas em 2005, mas os Libertas recuam aos hinos dos guedelhudos anos 80 para, através da legitimação democrática, parar processo federalista Europeu. Qual será o hino de Paulo Rangel?


"Tenho uma visão pessimista do futuro"



Pedro Pinto é pivô da TVI e autor do romance O Último Bandeirantevai dar uma sessão de autógrafos no Continente do Loureshoping, no Sábado às 15.00. Saiba mais sobre o homem, o jornalista e o seu primeiro projecto literário.



Por que escolheu o Bandeirante entre tantas figuras que marcaram a História de Portugal?
Pedro Pinto: O último bandeirante é o último aventureiro. Desafiou a História e fez uma viagem extraordinária, desbravando território desconhecido. Fez uma viagem que coloca alguém como David Crocker a um canto, é uma das grandes figuras da nossa história, embora tenhamos sempre tendência para valorizar os descobridores. Agrada-me contar a história de um herói esquecido por quem escreveu a História do século XVII: os jesuítas

Gastou muito tempo com investigação?
Pedro Pinto:Fiquei a conhecer a personagem durante uma viagem à Amazónia. Impressionou-me a ideia de imaginar como teria sido há 400 anos, desafiando os perigos da selva, a fome e sem GPS. No segundo passo, a pesquisa, apercebi-me da complexidade geoestratégica da viagem.
Enquanto os jesuítas tentavam salvar os índios da cobiça dos mercadores portugueses e dos fazendeiros espanhóis, os exploradores misturavam-se com os índios em relações devassas.

O livro acaba por ter pouca carga erótica...

Pedro Pinto: Não concordo. Na altura, não existia amor. O papel da mulher era de grande reclusão na sociedade, viviam quase uma reclusão islâmica. A grande sexualidade existia entre os colonos e as índias que conduziam os Jesuítas ao desespero.

Sentiu dificuldades em encontrar palavras para narrar a sexualidade da época?
Pedro Pinto:Sim. Sem entrar em lugares comuns e sem entrar em descrições quase pornográficas. O que interessa é despertar o interesse do leitor, mantendo o respeito pelas personagens. Há uma linha muito ténue entre o erotismo e a pornografia que não é fácil manter.

Que factores tornaram este período possível?
Pedro Pinto:Quando Portugal tem grandes lideranças acaba por ter grandes heróis que engrandeceram a história de um império curioso, tendo em conta a pouca população e os escassos recursos, acabaram por projectar-se no mundo e construir um Império notável. A devassidão que conduziu à mestiçagem, acabando por ter um forte estratégico: sozinhos jamais conseguiríamos impor a nossa vontade sobre os ingleses, por exemplo.


Fez muita investigação para adequar a linguagem à utilizada na época?
Pedro Pinto:Não quis escrever com termos do século XVII. É inevitável usar palavras muito próprias de quem andava no mato. Procurei ser autêntico , mas evitei ser pomposo. Os bandeirantes eram gente ríspida. e muito prosaica. Escrevi um livro para ser lido hoje, sem a barreira da linguagem .

Há a tendência para os escritores transformarem a História em romance. Sente que existe saudosismo do Império perdido?
Pedro Pinto: Não fui por aí. Acho que temos personalidades extraordinárias na História de Portugal. Se fossemos Hollywood, já estariam retratadas em filme há muito tempo.. Temos heróis com uma dimensão histórica notável e que passaram ao lado da mundialização do conhecimento e da cultura.

A ideia de expansão não é mesma do período da época em que decorre a acção. Hoje, qual seria forma de Portugal se expandir?

Pedro Pinto:Não há expansão cultural sem capacidade económica. É a única forma que permite dar a conhecer a identidade dos povos e de alguns dos seus protagonistas. Fico impressionado sempre que vou a Roma, Paris ou Barcelona com a inexistência de traduções em português nos museus.Se juntarmos os 190 milhões de habitantes do Brasil aos 10 milhões de portugueses mais a comunidade lusófona, falamos de uma mancha humana substancial. Se a língua portuguesa não aparece em lado nenhum, exceptuando nas obras Fernando Pessoa e José Saramago, como queremos que o nosso passado histórico se projecte no Mundo?

Além de económica, não será também uma questão política?
Pedro Pinto:Não sei. Passa por projectar o país de forma diferente. Impressionou-me muito o que vi num jogo da FIFA – [O FIFA Euro2006, simulador de futebol]. Cada país tinha uma fotografia para ilustrar cada selecção. Portugal era representado por uma velhota vestida de negro e com bigode. É uma imagem que não existe. Ainda bem que temos figuras como Cristiano Ronaldo e o Figo para alterar essa imagem. O mau aproveitamento da nossa imagem passa por falta de capacidade económica e pela ausência de boas lideranças.

Se tivesse de escolher entre a adaptar o Ultimo Bandeiranteao cinema ou videojogo qual escolheria?
Pedro Pinto: Dado que a comunidade de Playstation2 e Playstation3 já vai nos 150 milhões, preferia que o livro fosse convertido num jogo. Era uma forma diferente de o projectar. Os jovens infelizmente não têm tendência para ler, o jogo seria uma novidade.


Escreveu sobre um tempo distante, se o desafiassem para contar a história de uma figura da actualidade nacional quem escolheria?
Pedro Pinto:Não acho piada nenhuma à actualidade nacional. Tenho uma visão pessimista do futuro. O presente é desagradável, ausente de ética, valores, heroísmo e de sentido colectivo. Não me despertam interesse.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Conversas que me lembram filmes



MÉPRIS
Invado uma conversa de ocasião, daquelas que abafam siçêncios incomodos e o tilintar dos talheres no prato, enquanto barro uma fatia de bolo à casa com iogurte de de coco.
- O gajo parece um jogador de futebol da segunda divisão argentina.
Uma voz feminina responde imediatamente:
- Estás louco?
- Tem traços...
- Eu comia
- Sim... Qual é diferença entre esse gajo e Juanito Ramirez do Boca Juniores?
- Estás louco, ele lidera um banco em Inglanterra.
- Sim... e então?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Audiências


O Ministério da Educação imita a gabarolice de geeks tuíteiros que veneram a ostentação das audiências

Recado

O senhora Tina, esta linha foi escrita em menos de um minuto. Topas?

Hoje, a bolsa

O BVAMM (para os leigos Bolsa de valores de Algueirão e Mem martins) está em acelerada queda. O mercado de valores da pequena localidade da linha de Sintra apresentou perdas que vão além dos 5 euros, só pela manhã.. Segundo apurou o Fútil, o motivo da queda deve à estratégia de Mihai Corvine em posicionar-se frente à farmácia. Os pensos rápidos enchiam os bolsos e o Borda d´água, contrafacção da edição de 1995, estava ao alcance de três cigarros.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Voo

O Eminem até acha graça às loucuras do amigo Bruno, o repórter austríaco de uma estação masculina, digamos... só par homens. Depois das aventuras da greco-romana com o operador de câmara em Borat, Brian Sasha Cohen prepara-se para provocar o riso.

Manifesto Fútil

As horas tardias de mais um fecho não permitem grandes devaneios criativos para uma apresentação efabulada A informação de Fútil é frívola em temas que interessam a quase todos, é desinteressado pelos temas que a todos parecem interessar. Ser Fútil é seguir estórias porque sim.