O comboio da linha de Sintra é um templo. Entre a beleza característica da paisagem composta por prédios empilhados ao longo das linhas paralelas, há um assento verde que permite viajar para fora do murais cultivados pelo pato bravo lusitano. A janela é tapada por um pedaço de paplel. É um erro. É certo que nem sempre opto pela religião mais adequada. Em vez de andar perdido pelo pretensioso papel com aspiração à actualidade, poderia ter optado pela grande cultura suburbana. Cada área do saber tem as suas bíblias. A classe política conta com Maquiavel, a economia venera Samuelson, na linha de Sintra vingam outras leituras. Tenho de optar por ler, durante as viagens, o GTA Liberty City na PSP.
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